sábado, 2 de maio de 2009


M1 Abrams

O M1 Abrams é o principal carro de combate (Main Battle Tank) do Exército dos Estados Unidos da América, com três versões lançadas desde 1980: O M1, o M1A1 e o M1A2. As últimas versões do M1A2 dispõem de nova blindagem e electrónica. Foi baptizado em homenagem ao General Creighton Abrams, antigo comandante do 37º Batalhão Blindado, e entraria ao serviço em substituição do M47 Patton.

Desenvolvimento

Em Março de 1972 foi iniciada em Fort Knox a equipe de trabalho que iria projetar o novo carro de combate MBT (Main Battle Tank). Os objectivos estabelecidos para o novo blindado foram: a sobrevivência da tripulação, probabilidade de impacto ao primeiro disparo, rapidez para fixar e alcançar o alvo, mobilidade em terrenos dificeis, sobrevivência do material, entre outros.O Exército dos EUA pediu o desenvolvimento dos protótipos à General Motors e à Chrysler.O novo tanque foi designado inicialmente como XM815.
Em Outubro de 1973 começou a guerra do Yom Kippur no Médio Oriente, onde ocorreram as maiores batalhas entre carros de combate desde a II Guerra Mundial. Era imprescindível colocar no projecto do XM815 todas as lições aprendidas nesta guerra que enfrentou os M60 norte-americanos dos israelitas contra os T-62 soviéticos que os sírios e os egípcios utilizavam. Uma das novidades mais destacadas neste conflito foi o grande uso de mísseis anti-tanque AT-3 e de lança-rockets RPG-7 de origem soviética. Mas a lição mais importante foi que o tanque continuava a ser a arma dominante no campo de batalha. Enquanto isso o novo carro foi rebaptizado de XM1.
A General Motors e a Chrysler continuaram a desenvolver os seus protótipos, incorporando a blindagem Burlington. Os primeiros exemplares para a fase de validação foram entregues entre Janeiro e Abril de 1976. No início, o exército estava mais inclinado para o projecto General Motors mas a 11 de Novembro de 1976, a Chrysler foi declarada vencedora. Os primeiros exemplares foram entregues para avaliação em Fevereiro de 1978, e a 6 de Maio de 1979 foi autorizada a produção com um ritmo lento do XM1.
Em Fevereiro de 1981 foi aceite a sua produção em grande escala, tendo sido denominado Carro de combate com peça de 105 mm M1 Abrams, em honra do comandante de batalhão da 4ª Divisão Blindada durante a II Guerra Mundial, Creighton Abrams.
O seu baptismo de fogo foi na Guerra do Golfo em 1991 e correu bem apesar de alguns problemas com a areia e o calor conseguiu vencer o principal tanque dos iraquianos o T-72 de fabrico russo que foi incapaz de competir com os Abrams já que nenhum foi destruído em combate.
Depois deste conflito foi desenvolvida uma nova versão o M1A2 que passou a ter um canhão de 120 mm, três metralhadoras (12,7 mm anti-aérea, 7,62 mm giratória na torre e 7,62 coxial). Ele resiste a impactos directos de projécteis antitanque e é vedado contra a radiação e armas químicas. O seu tamanho e o seu peso constituem a sua princiapal desvantagem, o avião norte-americano de maior envergadura o C-5 Galaxy só pode transportar um de cada vez. Além disso, o transporte marítimo desloca-se lentamente para estes equipamentos em situações de emergência. Nos Balcãs eram muito grandes para as pontes e estradas da região.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

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O T-90, o tanque mais moderno dos exércitos russo e indiano, entrou em baixa produção em 1993, baseado num protótipo designado como T-88. O T-90 foi produzido pela Kartsev-Venediktov Design Bureau na Uralvagonzavod em Nizhny Tagil. O modelo de produção é baseado no largamente redesenhado T-72BM, com algumas partes da série T-80; o nome foi escolhido por causa das grandes perdas de tanques T-72 na Guerra do Golfo. A inovações do T-90 incluem uma nova geração de blindagem reativa explosiva Kontakt-5 na base e na torre. Duas variantes, o T-90S e T-90E foram identificadas como possíveis exportações.
Em 1996, 107 tanques T-90 entraram em serviço pelo Far Eastern Military District. O plano era substituir todos os tanque mais velhos com T-90s no fim de 1997, mais esse objetivo ainda não foi terminado pela falta de fundição.
Em 1999 apareçeu uma nova versão do T-90, com uma torre totalmente protegida. Este novo modelo é chamado de "Vladimir" em honra ao chefe de design do T-90 Vladimir Potkin, que faleceu em 1999. É desconhecido como esse design afeta a proteção e o design da torre, a blindagem frontal foi extensivamente redesenhada.
O T-90 é o mais recente desenvolvimento da série de tanques "T" russos e apresenta maiores poder de fogo, mobilidade e blindagem em relação aos seus predecessores, sendo fabricado pela empresa Nizhnyi Tagil. Equipado com um sistema integrado de controle modelo 1A4GT automático, engloba o sistema de controle de disparo do canhão modelo 1A43, o imageador térmico KO1 com alcance de até 1,5 km e o imageador PNK-4S para o comandante. O motorista tem à sua disposição um visor noturno infravermelho modelo TVN-5. A blindagem do T-90 é uma combinação do material convencional com material explosivo reativo (ERA). Seu sistema de alerta está a cargo do Shtora-1, composto de jameador infravermelho, quatro detectores de emissões de laser e lançador de granadas fumígenas. Possui equipamento de proteção NBC (nuclear, biological and chemical). O armamento principal é o canhão 2A46M de 125 mm, estabilizado em dois eixos e coberto por uma luva térmica, capaz de disparar uma grande variedade de munições, incluindo a APDS (Armour Piercing Discarding Sabot), HEAT ( High Explosive Anti-Tank) e HE-FRAG (High Explosive Fragmentation). Este canhão pode disparar mísseis anti-tanque 9M119 Refleks, com alcance de 4 km, guiagem a laser e ogiva de carga oca, capaz de penetrar as blindagens explosivo reativas. Seu armamento inclui ainda uma metralhadora coaxial PKT de 7,62 mm e uma metralhadora de 12,7 mm para defesa anti-aérea. A propulsão do T-90 é provida por um motor a diesel V-84MS, de 840 hp, refrigerado a água. O tanque pode carregar até 1.600 litros de combustível, e pode-se adicionar querosene ou benzina ao diesel, sem danos ao motor. Possui um snorkel para travessias de cursos dágua, utilizável por vinte minutos. O Exército russo utiliza há algum tempo a versão T-90S e em fevereiro de 2001 o Exército indiano assinou um contrato para o fornecimento de 310 unidades deste modelo.

Uso
Além do exército russo, os tanques T-90 são também usados no exército indiano. Em 2001, a Índia comprou 310 tanques T-90, onde 124 foram totalmente fabricados na Rússia e 186 foram entregues desmontados ou semi-desmontados. Os T-90s eram feitos pela Uralvagonzavod e os motores eram entregues pela Chelyabinsk Tractor Plant
A Índia começou a produzir os seus tanques a partir de sua experiência com T-72. Ela pretende construir mais de 1.000 tanques. A versão indiana do T-90 é conhecida como Bhishma.